
O
plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (15), a repartição,
entre estados de origem e de destino, da arrecadação do ICMS cobrado
sobre mercadorias e serviços vendidos a distância (internet e telefone).
A proposta será votada pelo Plenário do Senado.
A PEC será
promulgada ainda hoje e quando for sancionada pela presidente Dilma
Rousseff, vai contribuir para o incremento da receita do Piauí. O
projeto já passou pela Câmara Federal este ano.
Só no ano passado,
o Piauí deixou de arrecadar R$ 132 milhões com o comércio eletrônico.
Com base em 2014, a expectativa da Sefaz é que a receita do Piauí cresça
R$ 20 milhões ao ano com as novas regras.
As novas regras valerão
a partir do ano seguinte ao da promulgação da futura emenda, observado o
período de 90 dias para vigência a partir da publicação. Atualmente,
quando uma
loja
virtual vende ao consumidor final pessoa física de outro estado, ela
tem de recolher o ICMS todo para o estado em que está localizada. Essa
alíquota varia entre 17% (maioria), 18% (São Paulo, Minas Gerais e
Paraná) e 19% (Rio de Janeiro). O Fisco do estado do comprador não
recebe nada, como é o caso do Piauí.
De acordo com o projeto, além
da alíquota interna, será usada a interestadual. A diferença entre elas
será gradualmente direcionada ao estado de destino do bem ou serviço,
conforme as proporções abaixo:
2015: 20% para o estado de destino e 80% para o estado de origem;
2016: 40% para o estado de destino e 60% para o estado de origem;
2017: 60% para o estado de destino e 40% para o estado de origem;
2018: 80% para o estado de destino e 20% para o estado de origem;
A partir de 2019: 100% para o estado de destino.
"Essa
PEC estava gerando muitas expectativas para vários estados, porque o
comércio eletrônico veio para ficar. Cada vez mais pessoas estão
comprando pela internet e os impostos gerados por estas
compras
ficavam todo no estado que tinha sede dessas empresas. A PEC vem
corrigir essa distorção gradativamente e em até cinco anos, esse
imposto, essa diferença de alíquota interna e interestadual, vai passar a
ser do estado destino. As compras que os piauienses fizerem na internet
vão contribuir com impostos para o estado. Quando entrar em vigor
começa com 20%, em 2016, chegaremos a 40% e assim sucessivamente, até
chegar 100% em cinco anos", explica o secretário de Fazenda, Rafael
Fonteles.
Para o secretário, os impostos serão novas fontes de
receitas, já que o Piauí não recebia nada por este tipo de comércio. "A
lei não é retroativa, por tanto, vamos começar a receber uma coisa que
não recebia. Em 2019 estaremos recebendo 100% do imposto", afirma o
gestor, ressaltando que a implantação da lei é gradativa para não
penalizar de uma só vez os estados de origem.
"A mudança é gradativa para São Paulo não perder a arrecadação de uma vez", afirma.
Escrito por Hérlon de Moraes Pereira